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Fora com os partidos e sindicatos ou com o KKE e o movimento de classe?
16/06/2011
Conselho editorial do Rizospastis
5 de junho de 2011
Traducido por Pelo Socialismo

Na passada sextafeira, os blogs que estão a guiar o movimento dos cidadãos “indignados” publicou uma declaração dos cidadãos “indignados” na Praça Sintagma, que apelava às forças de esquerda para abandonarem as praças. Assim, os dirigentes “anónimos” do “movimento das praças”, os “alinhados sem partido”, “espontâneos”, cidadãos “não politizados” aparentam estar politizados e declaramse a si mesmos “antiesquerda”. 

Talvez esta seja a razão porque eles se escondem no anonimato. Até este momento, declaravam que o seu inimigo era a política que trazia pobreza e desemprego, enquanto o seu slogan era o de livrarse do memorando e dos políticos que o implementam. Este elemento, juntamente com o facto de organizarem mobilizações, expressa uma posição política. 

Agora, estão a mostrar mais um aspeto das suas posição e prática políticas, atribuindo a política bárbara que leva o povo e a juventude à indigência a todos os partidos em geral – incluindo o KKE. Claro que não demonstram quem beneficia com esta política; também não mostram os verdadeiros inimigos, que são os monopólios, os capitalistas. 

Estão contra o organizado movimento sindical de classe, alegando que os sindicatos devem abandonar as praças. Mas o movimento sindical não é homogéneo. Há alguma relação entre o governo e o sindicalismo amarelo, que ajudou à adoção das bárbaras medidas, e a PAME2, que organizou greves e concentrações de massas contra tais medidas, em conjunto com o PASEVE3, o PASY4, a OGE5 e o MAS6

A autodefinição de “alinhados sem partido” que usaram até agora – exaltada pelos grupos mediáticos dos capitalistas, assim como a sua lógica no que respeita à questão da democracia – prova não ser mais do que hipocrisia. Assim como a sua alegada intenção de unir o povo, mesmo na base do vago conteúdo antimemorando do “movimento das praças”, já que posições como “esquerda fora”, “partidos fora”, “sindicatos fora” são divisionistas, pois não são nada democráticas, ou, para sermos mais exatos, são antidemocráticas. 

Ao mesmo tempo e enquanto se opõem ao memorando e às horríveis medidas, não dizem uma única palavra contra o governo, a UE e as forças políticas que concordam com esta política. Falam apenas, em geral, sobre os políticos que a aplicam, com argumentos vagos, enquanto igualam o KKE com aquelas forças. 

O impedimento da expressão política e ideológica do povo trabalhador, que tem o direito de ter o seu próprio ponto de vista e de o expressar aberta e publicamente em geral e, em particular, no seio do movimento, onde desabrocha a luta política e ideológica, não só é contrária à democracia, especialmente dentro do movimento, mas também a amordaça. 

Além disso, todo o movimento – mesmo o espontâneo, mas, ainda mais, o movimento nas praças – tem um objetivo, independentemente de se estar ou não de acordo com ele. Esta ação revela que os dirigentes dos movimentos das praças têm um ponto de vista: ou vens para a praça com as nossas posições políticoideológicas, deixando as tuas fora do movimento, ou não venhas mesmo, afastate das praças. 

Parece que é uma tática bem elaborada para cavar linhas divisórias entre as forças populares que estão organizadas em sindicatos, os partidos, que não escondem a sua ideologia, a sua política, mesmo a sua identidade partidária e aqueles que vão para as praças, que são também pessoas normais, a maioria das quais acreditou nos partidos burgueses que traíram as suas esperanças de uma vida melhor, estão descontentes com a política burguesa e procuram uma saída. 

Depois de tudo isto, a quem serve a lógica de “partidos e sindicatos fora”? Neste ponto, não vamos repetir que os dos blogs estão a preparar um partido com o nome “Democracia já”, como disseram na TV. Mas há também uma verdade que eles não querem que fique em evidência, que tentam ocultar, como os meios de comunicação burgueses fazem com frequência – nomeadamente, que nem todos os partidos são iguais, que o chamado movimento antipartido das praças é uma entidade política, que, apesar de se dizer apartidário, é uma entidade política e tem uma posição política contra os outros partidos, independentemente do que diga de si próprio. 

Desde a primeira vez que este tipo de mobilizações apareceu, colocamos a questão: quem se esconde por trás dos blogs e da internet? Porque não aparece? O que significa o seu anonimato? Não devia este facto preocupar aqueles que se reúnem nas praças? Pela simples razão de que deviam conhecer que forças os convidam e organizam estas atividades. E porque os blogs não são suficientes – nem tudo começa espontaneamente num blog – mesmo se eles contribuem para as mobilizações, tal como as enormes promoções dos meios de comunicação. 

Mas parece que o anonimato auxilia aqueles que estão por trás dos blogs e não só a eles. Afinal, a experiência do movimento popular mostra que há também forças organizadas que aparecem como forças do “movimento” e se opõem – não importa se intencionalmente ou não – ao movimento popular organizado e que, quando em ação, ocultam a cara com capuzes. 

Agora emergiu o movimento daqueles que não têm nome. As pessoas que se escondem a si próprias têm um objetivo específico, que também tentam ocultar. Autoapresentamse como dirigentes a favor do povo mas não apontam o verdadeiro inimigo do povo. 

Os que cobrem a cara com capuzes opõemse aos mecanismos repressivos do estado, às montras das lojas e dos bancos – consideramnos como os seus inimigos e não os monopólios. A sua atividade fomenta tendências para o movimento perder o seu caráter organizado, impede a participação do povo e não cultiva uma consciência reivindicativa. 

Os procedimentos da democracia direta expressam, alegadamente, a participação, de baixo, na atividade antimemorando. Mas que força política imporá a sua vontade para que o memorando seja abandonado? Se eles estão contra os políticos e os partidos políticos. Assim, quem o fará? Outros políticos e, talvez, outras forças organizadas com a linha política que tem vindo a ser expressa nas praças, que não estão contra os monopólios e os capitalistas. Então, estamos a falar de outro sistema burguês, reformado. Será este o seu objetivo? 

Claro que o específico ponto de vista de “partidos fora” faz com que algumas pessoas de determinados partidos apareçam como defensoras da linha do seu partido de manhã, lisonjeiem aqueles que expressam uma “posição apartidária”, apesar de muitas destas pessoas serem quadros dirigentes de partidos e, à noite, vão para as praças como “gente apartidária”. Isto é hipocrisia em escala massiva, se não uma fraude direta. O comum das pessoas e os jovens participam nas praças para expressarem a sua indignação, descontentamento e raiva contra o governo, a UE e a Troika. Mas não compreendem ou não aceitam a linha política de derrube do sistema. Este povo trabalhador não deve ser enredado na rede que o sistema está a preparar, através dos chamados “apartidários” e espontâneos. O conflito com os monopólios não é asséptico. Necessita de um plano, de uma estratégia, de ideais, contribuições e sacrifícios. Isto significa uma aliança com o KKE e as forças radicais de classe; as novas forças que começam a mobilizarse, superando a sua inércia e tolerância, devem dar este passo em frente. 

“Partidos fora” é uma posição conservadora. Os partidos políticos são organizações que, com a sua linha política e ideológica, expressam interesses específicos. A nossa sociedade está dividida em classes e estratos sociais. Por um lado, a classe burguesa, a classe dominante, com o poder, cuja gestão é feita por alguns dos seus partidos no governo e, por outro lado, a classe operária. Há estratos intermédios que se diferenciam economicamente, assim como socialmente. As camadas intermédias, que estão numa posição económica mais fraca, são, objetivamente, aliadas dos trabalhadores e inimigas dos monopólios. A posição “partidos fora” iguala o KKE com os partidos burgueses e esconde o verdadeiro inimigo do povo: os monopólios, que detêm o poder. 

Um trabalhador iludese a si próprio se acredita que as mobilizações nas praças são suficientes para o libertar dos velhos e novos problemas que lhe impuseram, sem um movimento que comece e esteja enraizado nas fábricas e indústrias, em todos os locais de trabalho, contra a classe capitalista. Quando o movimento não é forte nas fábricas, quaisquer mobilizações que se façam não têm bases sólidas. O verdadeiro palco da luta de classes é o local de trabalho, a empresa. É aí que os trabalhadores entram numa luta diária e sem quartel contra os grandes empresários – luta que surge das suas particulares relações de classe, as relações de exploração, porque a riqueza e os lucros dos capitalistas são produzidos pelo trabalho dos operários. Alguns dizem que também se luta nas praças, e isso é de igual modo necessário; mas, em primeiro lugar, lutase no local onde os inimigos de classe entram em conflito. Aí está o verdadeiro coração da luta política de classe.
Um trabalhador iludese a si próprio se acredita que as mobilizações populares devem afastarse de todos os partidos ou estar contra todos eles. Tal movimento está condenado a ser subjugado à linha política dos capitalistas, a contribuir para a perpetuação da exploração. 

Um trabalhador iludese a si próprio se acredita que o sistema político burguês pode funcionar no interesse do povo. O sistema político burguês não pode ser corrigido, tem de ser derrubado. 

Um trabalhador enganase a si próprio se promove a reivindicação de nos livrarmos do memorando, sem a acompanhar da reivindicação da saída da UE e do derrube do estado dos monopólios na Grécia. 

O povo necessita do movimento que lhe dá uma perspetiva clara. Isto significa uma luta organizada, aliada ao KKE, uma luta através dos movimentos de classe do PAME, PASY, PASEVE, OGE e MAS. Só estas forças se podem opor à estratégia dos monopólios e seus servidores, com a estratégia a favor dos interesses populares. Sem tal estratégia o povo não encontrará uma saída.

1 Jornal do Partido Comunista da Grécia (KKE) [NT] 2 PAME: Frente Militante de Todos os Trabalhadores – central sindical de classe da Grécia [NT] 3 PASEVE: Movimento Antimonopolista de Trabalhadores Autónomos e Pequenos Comerciantes [NT] 4 PASY: Movimento Militante de Todos os Camponeses [NT] 5 OGE: Federação das Mulheres Gregas [NT] 6 MAS: Frente Militante de Todos os Estudantes [NT]
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